A tristeza é algo imenso e como um gigante ditador regula
todas as suas ações e faz sombra em toda área que você pretende existir.
A tristeza é um cobertor de chumbo que não te deixa dormir nem
se mexer e faz com que se sinta todo seu peso o tempo enquanto, sub-reptício,
diz que te aquece te protege do mundo cinza que ela mesma desenhou.
E todo o triste se espanta diante do delicado-canto-quase-invisível,
e pensa: olha a beleza de uma coisa tão pequena.
Uma beleza de fresta ao fundo de um cômodo sem janelas. A possibilidade de resistência.
O desafie ao imperativo. Ao absoluto. Coisas pequenas resistem, o triste se
deslumbra. Sobreviver. Apesar de toda imensidão.
Juliana
Juliana

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